08 setembro, 2014

Resenha: A Seleção - Kiera Cass


"Retomei o fôlego por um breve momento enquanto os lábios dele passeavam por meu pescoço.
- Eles vão matar você por fazer isso.
- E eu vou morrer se não fizer." - Pág 317

"A Seleção" se passa em um futuro distante, onde os Estados Unidos foi conquistado pela China, se tornando assim o Estado Americano da China e posteriormente adquirindo sua liberdade passando a ser um novo país chamado Illéa. Assim como Hunger Games, Divergente e outros livros do mesmo ramo, a sociedade desse novo país é dividido, dessa vez, por castas. É muito importante ressaltar que apesar de algumas semelhanças, são livros total e completamente diferentes. Existem oito castas, sendo a "Um" da realeza, e a "Oito" a população mais miserável que se possa imaginar. Cada uma é designada a uma profissão diferente de acordo com sua posição na sociedade.

America Singer é da "Cinco" - a casta dos artistas - e nutre um romance proibido por mais de dois anos com Aspen, um "Seis". E então ela é selecionada para se inscrever na Seleção - um reality show com trinta e cinco garotas para concorrer à coroa de nova princesa de Illéa. Com seu jeitinho arredio e rebelde, ela recusa a se submeter a participar de algo são superficial para se casar com alguém tão artificial como o Príncipe Maxon. Mas pela situação miserável de sua família e a insistência de seu namorado secreto, ela decide se inscrever, sabendo que nunca será escolhida. Ela só não esperava estar errada sobre isso. Viver na realeza e conhecer de fato a verdadeira personalidade do príncipe pode mudar um pouco as coisas...

A história foi muito bem construída, e a leitura fluí de uma forma muito natural. Não se espante em terminar o livro em poucas horas. E eu adorei America. Adorei seu jeitinho único que a difere de todas as outras trinta e quatro garotas. Todas estão ali com apenas o propósito de conquistar o príncipe e a nova coroa. America está ali apenas para poder ajudar a sua família com todas as regalias adquiridas por ser uma selecionada - e por causa da comida, obviamente.

Pouco a pouco sua amizade com o príncipe prova ser verdadeira e pura. E claro, faz você torcer para que os dois acabem juntos, apesar de Aspen ser seu verdadeiro amor. Acaba sendo uma espécie de triângulo amoroso, que por mais clichê e bobo que seja, é a chave que faltava para a autora cativar por completo a atenção das leitoras.

Como você pode imaginar, não é uma história cem por cento original - a ideia das castas, governo injusto, reality show, tudo remete muito a Jogos Vorazes como disse anteriormente, mas não deixa de ser única e cativante à sua própria maneira. E é claro, estou muito ansiosa para ler o segundo livro da série, A Elite.   



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